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07/12/2010 - Tumores Palpebrais: lesões podem ser benignas ou malignas

 

Dividida em duas lamelas (camadas), a anterior e a posterior, as pálpebras desempenham um papel fundamental na proteção dos olhos. Como esclarece a oftalmologista do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS), Tânia Pereira Nunes, especialista e doutora em plástica ocular e vias lacrimais pela USP, a lamela anterior é formada por pele e músculo e a posterior pelo tarso e conjuntiva.
 
“As pálpebras ajudam na distribuição da lágrima sobre a superfície dos olhos e também são uma barreira mecânica contra lesões, fechando-se de modo reflexo quando um objeto aproxima-se excessivamente do olho. Por isso é importante ter cuidado para evitar os tumores palpebrais”, disse a médica. Segundo a especialista, os tumores podem ser benignos ou malignos, sendo que as lesões benignas geralmente estão presentes por anos, apresentando um crescimento lento.
 
“As benignas não apresentam ulceração ou deformidade da pálpebra acometida. Esses tumores são o calázio, que é um cisto formado pelo bloqueio da glândula de meibomius na placa tarsal; o cisto de Moll, uma vesícula translúcida, arredondada e não dolorosa; o cisto de Zeiss, que é preenchido por uma secreção oleosa decorrente do bloqueio de uma glândula sudorípara especializada, associada com os cílios; cisto sebáceo, lesões amarelo-esbranquiçadas na pele causadas pela retenção de secreção das glândulas sudoríparas comuns da pele”, explica Dra. Tânia.
Outra lesão benigna citada é o papiloma escamoso. Trata-se de um tumor comum da pálpebra, sem necessidade de remoção cirúrgica. No entanto, ela acrescenta que para a eliminação de muitas lesões é feita uma ressecção simples. Já os tumores malignos normalmente são lesões recentes e de crescimento rápido que aparecem em pessoas mais idosas, caracterizadas por ulcerações, vasos pequenos e deformidades da pálpebra, como a perda de cílios.
 
“Os tumores malignos podem ser carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular, carcinoma da glândula de meibomius e melanoma maligno. O basocelular é o tumor maligno palpebral mais comum, correspondendo a 90% dos casos. Sua ocorrência é mais frequente após os 40 anos de idade, em pessoas de pele clara e seu surgimento tem relação com a exposição acumulativa da pele à radiação solar durante a vida”, continuou.
 
A proteção solar, portanto, é a melhor forma de prevenção, através do uso do protetor solar, óculos escuros e chapéu. De acordo com a oftalmologista, este tipo de tumor pode apresentar crescimento lento e não é comum o desenvolvimento de metástase. A grande maioria aparece na pálpebra inferior e no canto medial, podendo se manifestar como uma lesão consistente, de cor rósea ou translúcida e aspecto perolado, com finos vasos sanguíneos na superfície.
 
Tratamento e diagnóstico
“Devido a pequenos traumatismos, o tumor pode ulcerar ou sangrar. O tratamento, feito através da ressecção (remoção) da lesão, na maioria dos casos leva à cura. E o diagnóstico é confirmado com o exame anatomo-patológico. Quando a lesão é pequena, a simples ressecção pode ser o tratamento indicado, porém nas lesões maiores é necessária a reconstituição palpebral com retalho ou enxertos”, acrescentou, ressaltando que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para a cura do paciente.
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